Passeio de moto à Tiradentes, São João del Rei e Barbacena – MG (Parte 1)

Na última quarta-feira iniciamos uma viagem até Minas Geais para comemorarmos o aniversário de 80 anos da dona Catarina, avó da minha esposa.

Como Barbacena fica à quase 1000km de distância de Curitiba não teríamos tempo hábil para fazer uma viagem só de final de semana, então como eu havia trabalhado como mesário nas últimas eleições guardei meus 2 dias de folga estrategicamente para esta ocasião. Por conta de um temporal aqui em Curitiba acabamos nos atrasando e só conseguimos iniciar a viagem lá pelas 8h da noite.

Curitiba à Barbacena

O nosso grande receio nessa viagem era o fato de termos que passar pela cidade de São Paulo para seguir ao nosso destino. O índice de roubo de motos na região é assustador e todo dia eu vejo uma notícia de algum motociclista que perdeu sua moto passando pelo Rodoanel ou por alguma Marginal. Até tínhamos a possibilidade de pegarmos a Serra de Juquiá e seguir por Sorocaba para fugir do miolo, mas eu não achei muito seguro passar por essa serrinha escura, precária e cheia de curvas (que tem uns 60km) a noite.

O jeito mesmo foi por a faca nos dentes e seguir para a selva de pedras. Depois de consultar alguns grupos de moto no facebook, debatemos por diversos trajetos diferentes de cruzar a capital. Por fim decidi pelo seguinte trajeto: Regis Bittencourt (BR116) / Rodoanel Mário Covas / Castelo Branco / Marginal Tietê / Pres. Dutra / Fernão Dias (BR381).

Passando por São Paulo

Passamos por São Paulo por cerca de 1h da manhã morrendo de medo e com os olhos bem abertos. Como Deus está conosco, ao entrarmos no Rodoanel fomos recepcionados por dois carros de escolta armada (que eu imagino que estavam indo buscar algum caminhão) e seguimos solitários com eles por quase todo o trajeto até a rodovia Fernão Dias. Havia poucos carros e motos no trajeto neste horário, mas mesmo assim seguimos em ritmo acelerado, respeitando as dezenas de radares encontrados no trecho.

Ao entrar no início da BR 381 (Fernão Dias) fiquei me lembrando do que li na internet que aquele trecho é um dos mais perigosos de São Paulo. Há algumas favelas ao redor da rodovia e um alto índice de roubo na região. Dizem até que jogam laranjas com pregos ou pedregulhos para que os motoristas parem e os bandidos consigam os abordar.

Depois deste trecho de tensão o resto do trajeto foi tranqüilo. Nosso ponto de descanso do dia seria em Atibaia-SP (próximo de Bragança Paulista). Paramos em um motel (http://www.countrymotel.com.br/) para pernoitar, achamos bem em conta (cerca de R$65,00) e era bem confortável.

Na quinta-feira acordamos às 07:30h e seguimos viagem. Tomamos café em um posto de gasolina há alguns quilômetros pra frente, enchemos o tanque e picamos a mula.

A rodovia Fernão Dias é muito tranqüila de se trafegar, pista duplicada, pedagiada, e com boas demarcações. Só passamos por dois acidentes com caminhões, um deles tinha uma carga de tintas que foi saqueada por umas 30 pessoas (parecia uma cena do Walking Dead) e o outro caminhão que era tanque, uns 50 quilômetros mais pra frente. Esse acidente do caminhão tanque foi bem preocupante pois a carga estava vazando na pista, acho que era querosene ou algo parecido.

Marcamos de encontrar o meu sogro em São João del Rei (cidade ao lado de Tiradentes), ele estava vindo de Londrina e quase chegamos juntos. Chegamos à cidade por volta de meio dia e aproveitamos para conhecer e tirar umas fotos de algumas igrejas históricas muito bonitas.

 Sao João del Rei

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Depois do tour básico, partimos para almoçar em Tiradentes.

Por volta das 2 da tarde chegamos à bela Tiradentes. O prato do almoço já estava definido sem nem termos escolhido o restaurante. Quando se vai a Tiradentes se come Frango com Oropronóbis, é o prato típico da região.

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Encontramos alguns restaurantes que serviam este prato, em média não muito barato, cerca de R$50,00 o casal. Escolhemos um restaurante que passava cartão (a maioria não passa) e nos abancamos.

Depois do almoço fizemos a digestão passeando a pé pela cidadela. Andamos pelas ruas feitas de pedras, subimos a ladeira até a Igreja Matriz de Santo Antônio, tiramos fotos de tudo, desde a bela arquitetura portuguesa predominante nas casas, da igreja, do calçamento de pedras, com o busto de Tiradentes e com a estátua dele vestido como militar.

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Como se fosse obrigatório, peguei a moto e refiz o mesmo trajeto que havia feito a pé, só que agora em duas rodas. É realmente muito divertido poder andar de moto por aquelas pedras pontudas e irregulares que formam o calçamento do centro da cidade.

Ao fim da tarde seguimos para Barbacena, para nos reunirmos com o restante da família. Essa história, continua na próxima postagem.

Festa de Aniversário dos 470 anos de Guaraqueçaba – 11 a 15 de março de 2015

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Confira a Programação completa da Festa

11 de Março de 2015

08:00 – Desfile Cívico
10:00 – Certificação do Fandango
14:00 – Competição Canoa Motor 5.5/ 7.5/ 9.0
– Competição Remo Masculino e Feminino
20:00 – Shows Gospel e a presença do Pr. Takayama
– Campeiros de Cristo – Allan Reys – Silvana Lemos – Daniele Jensen

12 de Março de 2015

10:00 – Corrida Rústica Masculino e Feminino
20:00 – Festival Prata da Casa
00:00- Show com Dupla

13 de Março de 2015

10:00 – Caminhada com “Grupo Melhor Idade” – Natação Masculino e Feminino
14:00 – Prova com cavalos em tambor
20:00 – Festival Prata da Casa
23:00 – Shows com Banda e Duplas

14 de Março de 2015

15:00 – Competição Corrida a Cavalo
20:00 – Concurso Garota Guaraqueçaba 2015
22:00 – Show Pirotécnico
23:00 – Show com Jean e Júlio

15 de Março de 2015

Show Nacional com Mato Grosso e Matias

*Todos os dias haverá exposição no Mercado Municipal
**Informações de barcos da linha com Luan (41) 9125-9666 / Marquinhos (41) 8433-2049
Durante a festa teremos Praça de Alimentação, Parque Infantil, Atividades Culturais e Exposição sobre “Guaraqueçaba”

Brusque Motorcycle 2015 ( 14 à 17 de maio de 2015)

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Brusque Motorcycle
Encontro Sul-Americano de Motociclistas
Data: 14 à 17 de Maio.2015
Local: Pavilhão da Fenarreco
Cidade: Brusque.SC

Jacson Jasper  (47) 9992-4761
Rafael Walendowsky  (47) 9989-0905 rafael@imobiliariamoresco.com.br
E-mail jacson.jasper@terra.com.br
Site www.facebook.com/brusquemotorcycle
Valor do Ingresso R$ 10,00

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Passeio na Praia de Encantadas – Ilha do Mel (01/03/2015)

No último final de semana de fevereiro fizemos um passeio aguardado há algum tempo. Depois de 7 anos voltaríamos a visitar a bela Ilha do Mel, situada em Paranaguá-PR. Acordamos no sábado bem cedo e pegamos a estrada de Curitiba sentido litoral do Paraná. Estava meio nublado com uma cara que ia chover, mas mesmo assim não desanimamos e seguimos em frente. Ainda bem, pois o início de garoa que tentava nos dissuadir logo desapareceu conforme nos afastamos da cidade.

O caminho até a Ilha do Mel é muito tranquilo. A receita é basicamente tomar a BR 277 sentido litoral e apreciar a paisagem, do trecho de cerca de 80 km em pista dupla bem asfaltada. É bom alertar que, para usufruir deste paraíso rodoviário, você será surpreendido (ou assaltado) por um dos pedágios mais caros do mundo, em que para uma simples moto é preciso pagar a quantia de R$8,40!

Depois de descer praticamente toda a serra, passe a entrada da rodovia Alexandra-Matinhos (não vá por lá!) e siga um pouco mais em frente, como se estivesse indo a Paranaguá. Porém, no segundo viaduto, pegue à direita a PR 407 (que está sendo duplicada neste momento), sentido a cidade de Pontal do Paraná. Quando chegar ao Balneário Praia de Leste, basta entrar à esquerda e seguir reto, cerca de 18km, até o balneário de Pontal do Sul – onde é feita a travessia de barco para a Ilha.

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Ao aproximar-se da área do Terminal de Embarque em Pontal do Sul, tome cuidado com os estacionamentos. A quadras de distância, funcionários desses estabelecimentos se jogam na sua frente tentando te convencer a deixar seu veículo lá. Alguns são extremamente longe do terminal e chegam a oferecem transfer “grátis” se você se dispuser a pagar um valor absurdo de R$30,00 para uma diária de MOTO! NÃO CAIA NESSA. Literalmente ao lado do embarque há diversas opções para deixar sua máquina. Siga adiante e vá pechinchando o melhor preço. Os preços pra minha moto variavam de R$30 a R$15 para um dia e meio (retornaríamos domingo no fim da tarde). Achei salgado mas não consegui barganhar mais do que isso. Mas saí feliz por ter pelo menos deixado a motoca bem próxima ao embarque, em estacionamento coberto, seguro e que aceitava cartão, e eu ainda pude levar a chave da moto comigo.

No embarque para a Ilha, o custo do bilhete de ida e volta é de R$30,00 por pessoa. A barca sai de 30 em 30 minutos, a partir das 8h da manhã até as 17h30. Observe que existem dois destinos de desembarque na Ilha do Mel: pode-se ir com uma barca até Brasília – que fica no meio da ilha, próximo aos pontos turísticos do Farol e da Fortaleza – ou pode-se optar por ir até a praia de Encantadas, mais ao Sul da Ilha e próximo da famosa Gruta de mesmo nome. A travessia é feita em meia hora, e é bem tranquila, pois o mar de baia é bastante calmo. Mas se você não está acostumado a andar de barco, é bom levar um Dramin por precaução.

Desta vez, nosso destino era Encantadas, pois já conhecíamos Brasília e nunca tínhamos ido pra esse lado da ilha. Notamos que a parte Sul da ilha é mais tranquila. Parece ter menos infraestrutura e atrativos, mas é ideal pra quem quer sossego, sombra e água fresca.

A praia Encantadas de dentro, próximo ao desembarque, é uma região serena e sem muitas ondas, por ser voltada para o continente. Lá se concentra a maior parte do comércio da região: vários restaurantes e lanchonetes lado a lado, mercados e quiosques de artesanato. A maioria dos lugares aceita cartão, mas levamos um susto no preço das bebidas. Um refrigerante lata estava custando R$5,00 e uma cerveja 600ml em torno de R$10,00. O segredo é levar uns fardos de cerveja do continente pra tentar contornar os preços abusivos da Ilha. Já a comida pode ser encontrada com vários preços diferentes. Um PF (prato feito)individual sai por R$16, enquanto um peixe na telha para dois gira em torno de R$50 a $70, dependendo do tipo de camarão que o acompanha. Algumas composições mais sofisticadas de frutos do mar se aproximam da casa dos R$100, e o céu é o limite. A dica é pesquisar com calma, analisar as opções (que não são muitas) e planejar a forma de “investir” seu dinheiro com alimentação ao longo dos dias da sua estada. Nós preferimos almoçar algo mais simples e caprichar na janta à beira mar.

Com relação às pousadas também há várias opções. Pode-se ficar na beira mar com todo o luxo possível ou escolher uma daquelas pousadas escondidas nas trilhas mais distantes da praia. Para um comparativo mais amplo, recomendo o uso de sites de reservas com o Booking. Através dele escolhemos ficar na Pousada Ronaldo’s (www.pousadadoronaldo.com.br) por oferecer, além de um preço mais acessível, horários de entrada e saída diferenciados, o que não aparecia nas demais opções para a época ainda de verão. Nesta pousada, o check-in podia ser feito a partir das 9h de sábado, e o check-out até 18h do domingo. Dessa forma é possível usufruir de um final de semana inteirinho na ilha pagando somente 1 diária.

A pousada era simples, limpinha e o atendimento muito bom, passava cartão (débito, ou crédito cobrando taxa adicional) e tinha café da manhã. Mas atenção: se você vai de moto e não quer carregar toalhas da pequena bagagem, combine previamente ao fazer a reserva, que precisa que o hotel as ofereça, pois isso não é padrão por lá.

Depois de nos alojar saímos para desbravar o território. Pegamos uma trilha e fomos até a Praia de Fora. Ali conhecemos o conjunto de restaurantezinhos que formam a “Praça de Alimentação” – que beeeeem à noite (de madrugada) se torna em uma pista de forró nativo dos bons.  Andamos pela praia e sua enorme extensão de areia, admirando a paisagem, que estava praticamente deserta (sem turistas!). Posso afirmar que é a praia mais bonita do litoral paranaense.

Seguimos até a Praia Encantada para conhecer a famosa Gruta de Encantadas. Reza a lenda que era a moradia de sereias que encantavam marinheiros que passavam por ali. A gruta é alta, mas de pouca profundidade. Apesar de não ser um mega monumento natural, tudo ali é muito bonito.

Com tantos atrativos, aproveitamos muito as ondas de águas mornas daquele lado da Ilha, e só voltamos ao nosso reduto para almoçar no meio da tarde! No fim da tarde descansamos para curtir a noitada local circulando por tudo que é trilha com nossas lanternas, e encerrar a madrugada namorando à beira mar admirando o lindo céu estrelado que é possível ver na Ilha. Depois disso, o roteiro foi só descanso, banho de mar e lagartear na areia até o meio da tarde de domingo, aproveitando ao máximo o fim de semana de sol, um pouco de mormaço e muito calor com que fomos presenteados neste passeio.

A Ilha do Mel tem uma beleza ímpar e a estrutura rústica e pitoresca fazem o lugar ser, sem dúvida, um dos mais belos e atrativos do país. Se você gosta de belezas naturais e ambiente tranquilo, a praia de Encantadas é o lugar perfeito. Meu único arrependimento é termos demorado tanto tempo para voltar à Ilha para visitá-la.

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5º Imbituva Moto Fest /PR (27 à 29 de março de 2015)

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Quinta edição de um dos melhores eventos de motociclismo da região, o Imbituva Moto Fest continua crescendo a cada ano que passa, atraindo milhares de amantes de duas ou três rodas. Continuando sempre com a ideia inicial de reverter toda a arrecadação para as entidades assistenciais do município. Realizado no Parque Ambiental na entrada da cidade, conta com uma estrutura fantástica. Area arborizada e com churrasqueiras para o camping (exclusivo para motociclistas e triciclistas, não permitida a entrada de carros). Muitas outras atrações que ainda serão definidas. Acompanhe pelo Facebook Imbituva Moto Fest e confira as novidades e informações. Obrigado a todos desde já.

Parque Ambiental – Rodovia de acesso a cidade

Imbituva/PR – Brasil

Organização:

Contato: Junior

Telefone: (42) 9933-0444

Email: juniordeschk@ibest.com.br

Contato: Rafael

Telefone: (42) 9969-0797

 

Valor do ingresso: R$3,00 ou 1KG de alimento não perecível.

15º Aniversario do Moto Clube Bichos do Paraná – 2015

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Festa com o intuito de unir os motociclistas e festejarmos juntos os 15 anos de estrada e muitas amizades.

Rua Guilherme Weigert , 952 (Chácara Chamas) – Roça Grande – Colombro/PR – Brasil

Organização: Moto Clube Bichos do Paraná

Contato: Diretor Luciano

Telefone: (41) 9863-7985

Email: luciano.bichosdoparana@hotmail.com

Contato: Presidente Helcio

Telefone: (41) 3333-1143

Email:

Contato: Diretor Ricardo

Telefone: (41) 7817-1762

Email:

Valor do ingresso: R$5,00 Coletados e 10,00 Simpatizantes, com troféu para Moto Clube cadastrado.

Passeio de moto na Ilha dos Valadares – Paranaguá/PR – 15/11/2014

Olá pessoal, neste final de semana como era festa do Rocio em Paranaguá resolvemos descer a serra e passear na minha “terrinha”. Como nunca havia ido até a ilha dos Valadares de moto resolvemos fazer uma trip por lá.

Ilha dos Valadares -  Mapa

Para atravessar a ponte tivemos que descer da moto e empurrá-la durante todo o percurso de travessia. Deu uma cansadinha (mesmo deixando a moto ligada e acelerando de leve). Depois demos uma volta pelos labirintos de ruas na ilha. Infelizmente o que se percebe lá é o descaso dos poderes públicos que ao meu ver fecharam os olhos enquanto a população da ilha ia crescendo desorganizadamente. As ruas são muito estreitas e só as ruazinhas principais tem algum tipo de pavimentação. O saneamento básico é bem precário também, dá pra ver muito esgoto a céu aberto e muito lixo é deixado na rua.

Mesmo assim dá pra perceber que o povo que mora lá mesmo sendo bem humilde é muito feliz, o pessoal acenava pra nós (como se fossemos alienígenas), muitas crianças brincavam na rua e o pessoal mais velho descansava na pracinha central nos bancos embaixo das árvores.

 

Passeio de moto à Bocaiúva do Sul – PR (02/08/2014)

Neste Sábado (02/08) minha esposa e eu resolvemos desbravar um pouco uma região próxima de Curitiba: Bocaiúva do Sul.

Saímos no início da tarde pela via rápida que vai sentido Santa Cândida e seguimos em direção ao norte. Ao invés de irmos pela BR 476 que liga diretamente os dois municípios, resolvemos pegar uma estrada “paralela” que passa por algumas fazendas de Colombo e que faz parte do Circuito Italiano de turismo rural.

Entramos pela Avenida São Gabriel e seguimos em frente até ela mudar de nome e virar Rua Rafael Francisco Greca, além de mudar de nome também mudou de asfalto pra terra e a diversão começou a ficar interessante.

No começo a estrada de terra até deu um pouco de preocupação porque não tinha nenhum movimento e parecia muito isolada, mas com o tempo o sentimento mudou para uma enorme alegria pois começamos a passar por diversas entradas de fazenda, e digo mais, eram tantas que a região parecia mais um condomínio de fazendas. Uma ou outra fazenda tinham lagos bem bonitos e diversas estavam abertas ao público e vendiam algum tipo de produto agrícola.

Uma delas vendia morangos frescos, que deu muita vontade de parar, outras faziam doces de vários tipos de frutas, e tinha até uma vinícola perdida pelo caminho. Tudo devidamente identificado e parte importante do Circuito Italiano de Colombo.

Curitiba à Bocaiuva

Depois de alguns quilômetros de estrada de chão a estrada desembocou na BR 476, e aí o passeio ficou mais light pois esta BR é muito bem conservada e o asfalto está bem novinho. A rodovia tinha pouco movimento e a vista começava a ficar charmosa a partir do momento que começávamos a subir uma leve serrinha e sem muitas curvas. Alguns trechos da rodovia permitiam ver o horizonte lá longe, e o sol dava o retoque na pintura perfeita.

Chegamos em Bocaíuva do Sul com aproximadamente 1 hora de passeio e a cidadezinha atendeu nossas expectativas. Basicamente existe uma grande avenida na cidade, que na verdade é a própria BR476 cortando a cidade bem no meio e indo em direção a São Paulo, o comércio da região se concentra nela, assim como a praça da cidade, a igreja matriz entre outras coisas.

Estávamos aguados por tomar um sorvete, e achamos nesta via principal uma sorveteria que acreditamos que era a única da cidade. Muito bom o sorvete, mas não aceitava cartão, só no $$$ vivo.

Com a moto parada na frente da sorveteria acabamos por chamar a atenção, e um senhor tranquilo que passeava por ali já chegou próximo e puxou uma prosa. Perguntou o preço da moto, se era boa de viajar, etc..etc…  O mais engraçado é que na sequência  passaram 2 V-Stroms igual a minha e pararam também na sorveteria pra dar uma descansada, eles estavam vindo de São Paulo com destino à Curitiba. Aí o senhor se impressionou pela coincidência e me perguntou se eu os conhecia, e mesmo eu nunca tendo visto eles na vida, como bom motociclista também puxei um papo com eles.

Depois da rápida proseada e de degustar um sorvetinho muito bom, resolvemos voltar pra casa. Fomos acompanhados de um belo sol que ia se ponto ao nosso lado e deixando a vista mais bela ainda. Chegamos no fim da tarde em casa, com mais uma cidade visitada no currículo.

 

1º MotoLapa (17 e 18 de maio de 2014)

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Programação

Sábado (17/05/2014)
10:00h – abertura do evento e da barraca do Lapa Motoclube para venda das camisetas, cadastro e distribuição de brindes aos Motoclubes;
10:30h – retirada dos cupons para sorteio dos prêmios oferecidos pela Potencial;
12:00h – liberação dinamômetro e simulador empinada;
13:30/15:30h – 1ª banda (Captação Acústica);
16:00/17:00h – 1º show de wheeling;
17:30h – 1º globo da morte;
18:00/19:30h – 2ª banda (Dazantiga);
20:00/21:00h – 2º show de wheeling;
21:30h – 2º globo da morte;
22:00/23:30h – 3ª banda (Fuga da Alma);

Domingo (18/05/2014)
09:30h – início das atividades e benção dos motociclistas;
10:00h – liberação da barraca do Lapa MotoClube para venda das camisetas do evento e cadastro e distribuição de brindes aos motoclubes;
10:30h – liberação dinamômetro e simulador de empinada;
10:30/12:00h – 1ª banda (Killer Jack);
12:00h – 1º globo da morte;
12:30/14:30h – 2ª banda (RadioPlay);
14:00/15:00h – show de wheeling;
15:00h – 2º globo da morte;
15:30/17:00h – 3ª banda (Fuga da Alma);
17:00h – encerramento e sorteio dos brindes oferecidos pela Potencial;

Viagem de Férias 2014 – (Parte 6) Saindo do Uruguai por Colônia del Sacramento – URU (5º dia)

Dia 26/02/2014,

Saímos bem cedinho (06:00h) de Montevideo com nosso destino traçado até Buenos Aires passando por Colônia del Sacramento para pegarmos a balsa.

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Era noite ainda por causa do horário de verão uruguaio, e isso fazia ficar mais frio do que de costume. Pegamos a ruta 1 sentido interior (oeste) e seguimos viagem. A estrada da região é realmente muito boa, a maior parte feita em concreto, um verdadeiro tapete. O trajeto estimado foi cerca de 2h30, que se tornou mais emocionante quando começamos a avistar nuvens espessas de chuva à nossa frente. Eu ficava pensando: “que droga, se estiver chovendo em Colônia del Sacramento, pegaremos chuva também em Buenos Aires, devido à proximidade entre as cidades – o que seria muito frustrante levando em consideração que só ficaríamos 2 dias na capital argentina.

Passando pelas cidades o que mais nos marcava eram os diferentes odores. Como estava escuro ainda não dava pra enxergar muito, talvez isso tenha aguçado nosso olfato. Às vezes dava pra sentir o cheiro da madeira sendo cortada, em outras o cheiro do capim dos pastos, e em uma eu acho que era uma fábrica de produtos químicos sei lá do que, mas que fazia meu nariz arder com aquele fedor de enxofre.

Já havíamos rodado mais da metade do caminho embaixo daquelas feias nuvens, mas ainda não tínhamos encontrado a chuva aguardada, quando fomos avisados com antecedência. Lá no horizonte da estrada já estava chovendo e onde nós estávamos no momento não. Resolvemos então parar e já colocar as capas de chuva pois sabíamos do inevitável. Realmente me senti com a sensação de entrar em um Lava Car, a chuva estava muito intensa, parecia que chovia de baixo pra cima porque mesmo com a capa eu fiquei todo molhado. Susto maior foi na passagem de uma rotatória, que estava com uns 3 palmos de água empossada e nos rendeu o maior susto pois passamos com uma certa velocidade e a moto quase aquaplanou. Embaixo daquele aguaceiro continuávamos pensando que nossos próximos dias seriam frustrados por decorrência do tempo, mas incrivelmente depois de alguns quilômetros, quase chegando em Colônia, para nosso espanto a chuva nos deixou.

A entrada da cidade é realmente muito bonita, por alguns quilômetros muitas palmeiras grandes e eu imagino que antigas decoram a rodovia dos dois lados.

A chegando em colônia realmente não te muito o que se ver, existe um centrinho histórico muito bonito da época da colônia Portuguesa e um belo farol. Infelizmente por causa da chuva e do frio acabamos não aproveitando muito, preferi ir direto pro porto de embarque para trocar as meias e a roupa molhada pra tentar me aquecer.

O porto de Embarque, vocês não tem idéia do tamanho daquilo, parece um Aeroporto, é enorme. Entramos com a moto lá e já fomos avisados que o período máximo de permanência do veículo é de 1 hora. Mas não se preocupe, tem vários galpões de estacionamento ao redor do porto e lugar pra deixar a moto é o que não falta.

Lá dentro tomamos um café pra esquentar e fomos nos informar quando começaria o Checkin. Íamos ter que esperar cerca de 1:30h e resolvemos levar a moto para o estacionamento.

Antes que vocês perguntem, vou explicar. A idéia era ir até Buenos Aires mas não de moto. Como nós conhecemos bem a capital portenha, temos muita facilidade de nos locomover com metrô e ônibus. Por esse motivo e pelo transporte da moto ser muito caro pela balsa, resolvemos deixar a moto 2 dias em um estacionamento em Colônia del Sacramento e nos virar a pé mesmo na Argentina.

Foi deixar a moto no estacionamento e voltar pro porto de embarque e a chuva nos alcançou. E que chuva, muito forte. Pelo menos já estávamos a salvo em um local fechado, mas a preocupação é se pegaríamos aquela chuva em Buenos Aires.

Chegando a hora do embarque, eu estava preocupado, lembram da nossa entrada no Uruguai, em que não pegamos o cartão de imigração? Eu estava bem apreensivo que desse alguma zica com isso. E adivinhem? DEU!

Quando fomos passar na guichê da aduana a moça nos perguntou: La Tarjeta de Imigracion! Aí eu olhei pra ela e perguntei, que tarjeta de imigracion???

A moça rebateu: Vocês não tem cartão de imigração? Então vocês estão ilegais aqui?!

Tentamos jogar um migué nela dizendo que passamos muito cedo na fronteira Uruguaia e que não havia ninguém lá, mas pela cara dela eu pensei: deu merda.

A moça da aduana rispidamente nos pediu que a acompanhasse, mas não disse pra onde mesmo nós a perguntando.

Fomos para a salinha da Polícia Federal Uruguaia, e aí eu pensei que tinha dado merda mesmo. O policial nos perguntou o que tinha acontecido e novamente nós repetimos a história que não havia ninguém na aduana em Jaguarão quando nós entramos. Ele ficou indignado, não conseguia conceber como isso tinha acontecido. Por um momento ele se questionou se nós teríamos que pagar uma multa pra regularizar aquela situação. Já pensei, vai nos morder.

Para minha surpresa, o policial federal acabou foi por nos ajudar por demais. Pediu para que nos acompanhasse até o guichê da aduana, chegando lá nos deu uma mega bronca dizendo algo assim: Sempre quando vocês forem entrar ou sair de um país estrangeiro é necessário avisar a imigração do país. E isso é feito pelo cartão de imigração ou pelo Passaporte. Nunca mais façam isso!

Ele nos deu um cartão de imigração com o carimbo de entrada na Argentina e nos deixou seguir viagem, sem nos cobrar nenhuma multa ou alguma outra dificuldade. Ficamos super aliviados. Por vários minutos eu achei que não conseguiríamos seguir viagem, já estava pensando no prejuízo pois já tínhamos pago hotel, dentre outras várias coisas na Argentina. Que bom que não deu zica, e sim foi só mais uma história pra contar.

Ficamos na fila de embarque aguardando a nossa hora enquanto o céu caí lá fora. Quando chegou a nossa hora de embarcar ficamos impressionados com o tamanho do Buquebus. Ele é tão grande que parece um navio de cruzeiro. Agora, o que foi engraçado é que nós não íamos de buquebus, compramos nossa passagem na Colônia Express que era muito mais barata. Na hora de embarcar passamos pelo magestoso Buquebus e logo atrás lá escondido e mirradinho estava a nossa embarcação. Era literalmente a prima pobre!

A forma de entrada no nosso pequeno catamarã era por uma porta no convés, sem nenhum guarda-chuvas, quando fomos embarcar tomamos o maior banho porque estava chovendo demais.

Lá dentro as instalações eram até razoáveis, mas só um detalhe, a chuva era tanta que começou a chover em vários lugares dentro do barco. Escorria água até pelas caixinhas de som do teto, uma calamidade.

O tempo de travessia foi cerca de 1:30h, e para o meu desespero aquele negócio balançava demais. Eu comecei a passar mal e não estava muito feliz por estar naquele barco. Tomei um dramin e tive que agüentar firme até o final da travessia do Rio da Prata, que mais parece um mar sem fim.

A boa notícia é que no meio do trajeto o tempo abriu e realmente parecia que eu estava em outro país. Aquela chuva torrencial que nos acompanhou na despedida de Colônia parece que tinha preferido ficar por lá e quando íamos chegando em Buenos Aires o tempo bom veio nos receber como um gesto de boas vindas a bela capital argentina.

Chegamos aproximadamente 11:30h em Buenos Aires (que não tinha horário de verão) e fomos em direção ao hotel.

As nossas aventuras em Buenos Aires ficam para o próximo Post!

Viagem de Férias 2014 – (Parte 5) Montevideo – URU (3º e 4º dia)

O terceiro dia amanheceu frio (pelo menos pra mim), cerca de uns 15°C. O primeiro destino do dia era a praia de Pocitos e me perguntava se era uma boa ir à praia. Ventava e fazia frio na sombra. Eu estava quase saindo com uma blusa. Minha esposa tirava sarro e apostava que ia esquentar, e ela acertou! Chegamos no bairro de Pocitos e já parecia estar uns 25°C, o que nos animou bastante (mas não tanto quanto os “nativos” que encararam até roupa de banho pra entrar na água).

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Praia de Pocitos – Montevideo

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Praia de Pocitos – Montevideo

A praia de Pocitos é uma bela praia. Sua orla cheia de prédios e a avenida beira mar lembra muito Copacabana, no Rio. Parece uma das regiões mais elitizadas da cidade. O único detalhe é que a água é muito fria e a areia da praia é repleta de cascalhos e pedrinhas que podem incomodar em uma caminhada na beira d’água. Demos um giro pra sujar os pés de areia e sentir as tímidas ondas que se formam no raso.

Em seguida fomos ao parque Rodó (que tem esse nome por causa de um escritor famoso do século passado). Muito bonito o parque, lembra muito o Passeio Público em Curitiba, mas com dimensões muito maiores. O charme especial ficou para um palacete que lembra um castelo e que fica em um dos cantos do parque. Construído em 1903, é uma réplica de uma fortaleza medieval, que serviu como a primeira Casa de Governo e virou uma biblioteca pública.

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Parque Rodó

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Parque Rodó

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Parque Rodó

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Parque Rodó

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Parque Rodó

Andamos por toda a extensão do parque e quando percebemos já era hora do almoço. Fomos almoçar no Shopping Punta Carretas, a umas 7 quadras do parque. Só passamos raiva no estacionamento (que é gratuito, por sinal). Entramos no primeiro acesso e não encontramos vagas para moto, então resolvi parar na vaga do carro. Logo apareceu um funcionário dizendo que eu não poderia parar alí, teria que sair e entrar por outro acesso. Dei a volta e fui por outra entrada … e também não tinha vagas para motos. Saí novamente e procurei uma terceira entrada. Pasmem… aconteceu a mesma coisa. Aí eu já fiquei puto e parei na rua mesmo, senão perderíamos mais meia hora pra conseguir achar as benditas vagas de motos.

Na andança pelo shopping percebemos que as lojas no UY preferem mais a bandeira Visa, e não é todo lugar que aceita MasterCard. Por isso, cuidado gente: é sempre bom andar com cartões das duas bandeiras, por precaução. Almoçamos, pra variar, um corte de carne com papas fritas e salada.

Mais uma vez provamos que a carne uruguaia é maravilhosa (mas a comida é sem sal, tem que dar uma temperada antes de comer). Já satisfeitos, retomamos nossa rota turística e fomos ao grande estádio Centenário, também nas proximidades.

O estádio foi onde aconteceu a primeira Copa do Mundo em 1930 na qual o Uruguay foi campeão. A partida final foi no dia 18 de julho, e não sei se é por isso mas uma das principias avenidas da cidade é a 18 de Julio (que por coincidência é a data do meu aniversário!!!). No museu do estádio constatamos que o UY tem muito orgulho da sua história futebolística. Muitas taças e fotos do Maracanazo (final contra o Brasil em 1950 quando ganharam o bi-mundial) mostram que a seleção uruguaya tem muita tradição e importância para o futebol mundial. Fomos até a arquibancada ver o campo, mas infelizmente estavam montando um palco para algum show de carnaval, e a vista ficou meio poluída. Mesmo assim, apreciamos o belo estádio que, mesmo sendo antigo, é grandioso.

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Em frente a placa do Estádio Centenário

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Entrada do museo del futbol – Estádio Centenário

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Vista da Arquibancada do Estádio Centenário

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Torre do Estádio Centenário

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Placa de Comemoração do primeiro campeonato mundial

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Bola antiga

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Painéis do museo del futbol

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Taça da copa América

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Chuteiras Antigas

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Camisa do rei Pelé

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Réplica da Taça da Copa do Mundo

No fim da tarde fomos ao Mercado Del Puerto tomar um chopp. Experimentamos a marca Pilsen, que é a mais popular no país, mas não gostamos. Muito amargo ao nosso paladar. Depois batemos penas pelo comércio local e conversamos muito com as simpáticas lojistas. Descobríamos, aos poucos ,como o povo uruguaio é amistoso! Todo mundo é simpático e muito querido (exceto policias e garçons) e isso torna o passeio em um novo país ainda mais divertido.

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Parrillada

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Chopp Pilsen – Amargo!!!

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Um dos vários quiosques do Mercado

À noite, jantamos massa com frutos do mar no restaurante Duo, na Cidade Vieja, e voltamos à pé para o hotel. No terceiro dia de Montevidéu, saímos para conhecer e fotografar os pontos turísticos e históricos da região central: Plaza da Independencia, Mausoléu do General Artigas (no subterrâneo da praça), Museo de la Casa de Gobierno, Teatro Solis (que não visitamos porque estava fechado para ensaio) e o Portal da Cidadela – pórtico da fundação original de Montevideo colonial (construído em 1741), que foi remontado no centro da Ciudad Vieja em 2009.

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Plaza Independencia

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Teatro Solis

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Portal de la Ciudadela

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Prédios com Arquitetura francesa

Depois do circuito histórico, fomos almoçar a tradicional Parrilla no Mercado Del Puerto, experimentando o Medio a Medio (bebida que mistura vinho branco e champagne) e mais uma cerveja uruguaia (que adoramos!), Zillertal.

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Degustando uma Zillertal

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Cerveja Uruguaia

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Escolhendo a carne

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Almoço

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Carne deliciosa

A andança continuou após o almoço, quando voltamos à Fuente de los Candados (desta vez para prender nosso cadeado adquirido na feira de Tristán Narvaja) e ao Montevideo Shopping.

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Fuente de los Candados

Fechamos o dia jantando muitas empanadas no restaurante Del Navio e dormimos cedo, pois partiríamos antes do amanhecer para Colonia Del Sacramento, a caminho de Buenos Aires.

 

Viagem de Férias 2014 – (Parte 4) Montevideo – URU (1º e 2º dia)

Então finalmente chegamos a Montevideo. Após ajustar o horário de todos os relógios (celular, tablet, moto, etc) ao horário de verão do Uruguai e fazer checkin no hotel Lancaster, bem no centro da cidade, saímos à pé para reconhecimento do local. Andamos (destemida e ingenuamente) por um centro de cidade com muitos prédios antigos que davam um ar de região degradada, esquecida. Era noite de sábado e pouca gente circulava pelas ruas. Estranhamos, mas isso não nos impediu de caminhar por toda a Ciudad Vieja (cidade velha), já localizando os principais pontos de turísticos a que voltaríamos posteriormente para visitar com a devida atenção.

Faxada do Teatro Solis à noite

Faxada do Teatro Solis à noite

Fechamos a noite experimentando as empanadas do bar e restaurante Faccal – que fica na esquina da Fonte dos Cadeados – e de sobremesa, o famoso sorvete artesanal local La Cigale, quase em frente ao nosso hotel.

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Experimentando a Pilsen pela primeira vez. Não agradou muito, é bem amarga…hehe

Na manhã seguinte, não fizemos questão de acordar muito cedo para nos recompormos. Por volta de 10h saímos para conhecer a Feria Tristán Narvaja. É uma tradicional e gigantesca feira que ocorre aos domingos no centro da cidade. Inicia-se no cruzamento da avenida 18 de Julio com a rua que empresta o nome à feira, ramificando-se pelas adjacências, terminando sabe-se lá Deus onde.

Inicio da Feira no cruzamento das ruas Tristán Narvaja e 18 de Julio.

Domingo, dia de feira, rua lotada.

Bastante variedade de frutas

A feira conta com a venda de vários tipos de animais, inclusive silvestres.

Feira de Tristán Narvaja

Muita gente na feira, que tem de tudo!

Isso é gostoso!!!

Muitos livros a venda na feira

Ficamos impressionados, não com a convivência de antiguidades, frutas, livros e itens chineses, mas com a venda absolutamente descontrolada de animais silvestres como periquitos, coelhos, aves, roedores… Choque à parte, a feira é um admirável tumulto de gente andando pra cima e pra baixo, que apresenta a cada barraquinha uma infinidade de cores e curiosidades incríveis de se ver.

Rodamos até que a fome começou a apertar, e quando íamos em busca de um lugar pra almoçar, começou a chover. Corremos para o hotel e o local estratégico mais próximo para a refeição era o La Pasiva – uma grande rede de lanchonete/restaurante local. A unidade que conhecemos (La Pasiva de Entrevero) é um ambiente muito gostoso e bem decorado, que faz uma comida bacana a um preço razoável (descobrimos que a alimentação na capital uruguaia não é exatamente das mais baratas).

Almoço muito gostoso no La Pasiva

Almoço muito gostoso no La Pasiva

A chuva de verão logo cessou e na parte da tarde, demos uma rápida descansada para às 15h pegar a moto e ir em busca da Vinícola Bouza (http://www.bodegabouza.com/), onde havíamos feito reserva para visita guiada com degustação de vinhos. (confira aqui o post sobre a visita à bodega)

Saímos rumo à Ruta 5, e após nos batermos um pouco em alguns cruzamentos, descobrimos que bastava fazer uma rotatória nas proximidades do km 14 e atravessar à esquerda, pegando uma pequena estradinha que leva ao “Caminho de la Redención”. Logo adiante, a Bodega estará à direita, com um belo pórtico e bandeira sinalizando a entrada. Chegamos pontualmente para a visita das 16h, e tivemos uma bela tarde conhecendo o universo dos vinhos. Começamos pelo belo acervo de carros e motos antigas que compõem a coleção da família Bouza, proprietária da vinícola) pra então passar a saber mais sobre os vinhedos, a forma de plantio em “parcelas”, técnicas usadas para cada tipo de uva (como por exemplo, o uso de pedaços de mármore vermelho para fazer refletir a luz do sol, indiretamente, de baixo pra cima), etc.

Dali, conhecemos o processo de preparo dos vinhos, os equipamentos utilizados para então ir à cava, onde estão armazenados os barris de carvalho e o “arquivo de vinhos” – onde são separadas 40 garrafas de cada safra produzida para análise e comparação futura. Fechando o passeio com chave de ouro, fomos ao restaurante da bodega para degustar 4 dos vinhos produzidos pela vinícola (branco chardonnay, merlot, merlot-tannat, tannat) harmonizados com cestas de pães, frios e água gelada. Ficamos por horas curtindo cada coisa, num ambiente muito bem estruturado e confortável. Não dava vontade de ir embora!

Fizemos um vídeo da bodega pra vocês:

Quando saímos da vinícola já passava de 18h, e só fomos embora porque planejávamos ver o pôr-do-sol no Faro de Punta Carretas: um farol à beira mar que tem uma vista estratégica da cidade. Retornamos pela Ruta 5 e pegamos a Rambla (uma espécie de gigantesca avenida beira-mar) em direção ao farol, e ali nos demos conta da multidão de gente que vive em Montevideo. E todos pareciam ter se concentrado por ali pra tomar chimarrão e curtir o fim de tarde. Ficamos abismados com a quantidade de carros, gente, cachorros e tudo o mais se juntando pelas Ramblas e praças nos arredores. Seguimos até o Farol, onde conseguimos uma beirinha de pedra para nos sentar à sós e assistir romanticamente ao espetáculo da natureza. Você não faz ideia do quão lindo e arrepiante é ver um pôr-do-sol daqueles até presenciá-lo.

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Ramblas em Montevideo

Navio abandonado  - Vista da Rambla

Navio abandonado – Vista da Rambla

Farol em Punta Carretas – Montevideo

Por do Sol espetacular

Algo que todo mundo deveria ter a oportunidade de ver ao menos uma vez na vida! O sol foi embora já era 20h (por causa do horário de verão) e quando voltamos pro hotel estávamos tão esgotados, que nos rendemos ao comodismo de voltar ao La Pasiva para fazer apenas um lanche e descansar cedo. A intenção era recompor as energias pro terceiro dia na cidade.

Viagem de Férias 2014 – (Parte 3) Porto Alegre a Montevideo – URU

Levantamos cedinho, ajeitamos as bagagens todas na moto e por volta de 7h30 pegamos a BR116 sentido sul até o seu limite. Seriam ainda 800 km para fazermos em um dia, até o município de Jaguarão, na divisa com o Uruguai.


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Saindo da capital gaúcha passamos em apenas um último (e caro, de R$4,65 ) pedágio em que motos precisam pagar. Da região metropolitana de POA em diante, enfrentamos uma estrada quase que completamente em pista simples, mas que devido à boa conservação e graças à gentileza generalizada em dar passagem a motos, não afetou muito nosso desempenho na rota. Algo que nos chamou muita atenção foi a quantidade de obras de duplicação, em estado bem avançado que nos deparamos: em todo o trecho sul, a 116 é um verdadeiro canteiro de obras. Em breve (as placas prometem para agosto de 2015) as condições da estrada tornarão essa viagem ainda mais segura e divertida! Mas não temos do que reclamar. Nossa passagem por ali foi tranquila, contando novamente com uma forcinha lá de cima pra não pegarmos nadinha de chuva.

Ainda era cedo para pensar em almoço quando chegamos em Jaguarão, então decidimos só abastecer e seguir para comer mais adiante, já em terras estrangeiras. Paramos no último posto antes da fronteira, e aproveitamos para perguntar ao frentista sobre o procedimento de travessia. Posteriormente, acabamos percebendo que não foi boa a ideia pois além da moto dar umas pipocadas alguns quilômetros à frente (gasolina batizada?), o frentista nos informou que só seria preciso parar na Aduana se houvesse solicitação de agentes uruguaios no local ( e isso está errado pois toda entrada em um outro país se deve avisar a imigração da sua entrada e posteriormente da sua saída). Pois bem… Seguimos e menos de 1km à frente, em velocidade quase nula, fomos atravessando em fila indiana com outros carros à frente e atrás de nós…. Ninguém parou, e como eles, nós também não.

Eu fiz um vídeo pra mostrar melhor:

Quase 200km à frente, entramos na cidade de Treinta y Tres para abastecer e almoçar, e lá, num pequeno restaurante de frente para o posto de gasolina, encontramos um outro casal de motociclistas brasileiros, e fomos perguntar a eles se chegaram a parar na Imigração antes de cruzar a fronteira. Eles nos informaram que sim e nos mostraram um pequeno papel de permanência no Uruguai, o “cartão de imigração”. Ficamos bastante tensos e preocupados, mas considerando o tempo e o cansaço para voltar os 200km (que se tornariam 400), achamos que valia o risco continuar a viagem – já que além da nula fiscalização na estrada, somos de um país do Mercosul e, sem contar o dito papelzinho com carimbo, estávamos com toda a documentação necessária para atravessar o UY em dia. Àquela altura, o melhor a fazer era desencanar, almoçar em paz e torcer para nada mais sério acontecer em relação a isso (alguns dias depois, isso voltaria a nos assombrar, mas isso é assunto de outro post!).

Em Treinta y Tres comemos o primeiro “churrasco” (parrilla) divina e tipicamente uruguaio. Meu Deus! O que eram aquelas carnes assadas na brasa! Saborosas (claro que tivemos que adicionar um tiquito de sal), macias, e assadas na hora, de um modo incrivelmente rápido! Num restaurantinho de estrada, nos esbaldamos ao melhor estilo uruguayo, e seguimos para os 290 km finais.

Carnes deliciosas em Treinta y Tres

Carnes deliciosas em Treinta y Tres

Dali por diante, a paisagem mudou pouco. Só se avistavam retas longinguas que dão a sensação de uma viagem a um horizonte infinito. Olhando para cima, o que se via eram incontáveis nuvens se enfileirando no céu azul, como um exército de algodão disposto em fronte de batalha até onde os olhos não podem alcançar. Algumas suaves curvas, beeeeem de vez em quando, quebravam a monotonia da planície uruguaia. As pistas, deliciosamente feitas de concreto, tornavam a velocidade ainda mais convidativa. Isso exigiu monitoramento constante, pois o limite de velocidade nas estradas urugaias estava estipulado em 90 km/h na ruta 8, e não queríamos ser motivo de abordagem da polícia Caminera.

Outra preocupação adicional era com o abastecimento, pois neste trecho há longos espaços sem se avistar um único posto. Além disso, nem todos aceitam cartão, e alguns deles só aceitam acima de determinado valor. Quando encontramos um posto da rede Alcap, tomamos o primeiro susto com o preço do combustível: apenas para completar meio tanque, gastamos o equivalente a enchê-lo no Brasil. A gasolina estava em torno de $ 38,91 pesos uruguaios por litro, equivalente a quase R$4. Em Montevidéu chegamos a pagar $ 48,10 (quase R$5!!!em um único litro). A despeito da equivalência cambial de 10 para 1, a ideia de que nosso dinheiro vale muito nos países hermanos começava a se desfazer.

A caminho de Montevideo

A caminho de Montevideo

Depois de 10 horas de viagem chegamos a Montevidéu e fomos surpreendidos pelo horário de verão deles que nos comeu 1 hora de viagem. No relógio da moto era 17h30 mas já eram 18h30 no horário local. O negócio era fazer o checkin no hotel e começar a desbravar a cidade. As aventuras de Montevideo ficam para o próximo post.